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Monday, May 11, 2020

O Pai (Curta): Esperando Que Seja Exibido Em Breve Em Um Festival Perto De Você [Portuguese Translation]


Tiago Abubakir & Luiz Humberto Campos are clearly talented young Brazilian filmmakers, so I’m happy to make my review of their latest short film, The Great Father, available to Portuguese-speaking audiences, thanks to a translation courtesy of Angelica Sakurada. (You can find the original below here.)
 
O ano de 1755 marcou um momento de virada para Portugal. Era o ano do Grande Terremoto de Lisboa e da indicação de Sebastião de Melo como primeiro ministro. Mesmo hoje, a administração do de fato chefe de estado permanece controversa. Algumas liberdades são tomadas com nomes e eventos históricos, mas o espírito da época se mantém o mesmo no curta O Pai do diretor-produtor-editor-co-roteirista brasileiro Tiago Abubakir e do co-roteirista-co-produtor-co-ator Luiz Humberto Campos, que estaria sendo exibido no circuito dos festivais de cinema neste momento, se não fosse a pandemia de  Xi Jinping.

O fogo e o terremoto sacudiram Lisboa. Entretanto, para a rainha Maria Victoria (originalmente uma princesa espanhola antes do casamento com o rei José I) e sua filha princesa Maria I, a emergência real é a doença do rei e o seu afastamento da governança do dia-a-dia. Enquanto “o Pai” está doente, o “Barão Negro” comandará Portugal, com mãos de ferro. Claro que a rainha e a princesa estão mais preocupadas com o seus lugares no palácio do que o bem-estar dos seus súditos.

É bem impressionante quanto o jovem Tiago Abubakir atingiu com o micro-enxuto orçamento, com a colaboração de Luiz Campos e seus familiares. Foi realmente algo de trabalho em família, pois a tia de Tiago Abubakir, Ivone Biscaia, atua como a rainha e o pai de Luiz Campos, Humberto Campos, atua como o Barão Negro. Todo mundo faz sua parte, mas sinceramente o elenco é muitas vezes ofuscado pela locação maravilhosa do filme, incluindo o Convento do Carmo, uma abadia do século XVIII, e o Museu da Misericórdia de Salvador na Bahia.

Saturday, May 09, 2020

Festival Tribeca 2020: Pacificado [Portuguese Translation]


The 2020 Tribeca Film Festival has been drastically curtailed, but the selected films still deserve attention and coverage, so I’m thrilled to be able to post a Portuguese translation of my Pacified review for potential viewers, both in the United States and in Brazil, courtesy of Angelica Sakurada (you can find the original below here):
 
As vistas das favelas do Rio valem milhões de reais, mas nenhum incorporador imobiliário pensaria em se arriscar no seu interior. Periodicamente, o BOPE (dos policiais de Tropa de Elite) lançam incursões na favela, mas eles nunca ficam muito tempo. No lugar, o líder do tráfico funciona como lei. Na favela da Tati, o seu quase estranho pai Jaca era conhecido por arbitrar as disputas da comunidade de maneira justa. Seu sucessor jovem e revoltado, nem tanto. Por esse motivo, todos estão ansiosos para que ele retome o papel de liderança que ele não quer mais no filme Pacificado do gringo Paxton Winter, falado em português e produzido por Darren Aronofsky, que seria exibido este ano no Festival de Cinema de Tribeca, se este não tivesse sido cancelado devido a triste falta de respeito pela vida humana pelo Partido Comunista da China, junto com a cumplicidade da OMS.

Tati é mais temperamental e mais alienada do que a maioria dos adolescentes, mas sua mãe fica falando a ela que as coisas vão melhorar com a saída da prisão logo mais de seu “pai”, que se chama José Ferreira. Os Jogos Olímpicos já terminaram e todo mundo está voltando a vida normal. Entretanto, os grandes chefes do morro estão contentes com a truculência que Nelson está dirigindo a favela e Jaca também está perfeitamente ok com isso. Mesmo assim, os residentes da comunidade continuam vindo até ele com seus problemas.

Francamente, Jaca tem bastante problemas dele mesmo. Seu irmão Dudu pisou na bola feio na gestão de uma das bocas de Nelson, enquanto também sofre com o abuso de drogas e depressão. A mãe da Tati, Andrea, é provavelmente até mais viciada. Entretanto, ele está começando a apreciar a inteligência e resiliência da Tati, apesar dos rumores sobre sua paternidade.

Mesmo Paxton Winters sendo um ianque, Pacificado definitivamente segue a tradição dos dramas realísticos de favelas, melhor exemplificados para audiências internacionais com Cidade de Deus e Cidade dos Homens. Ainda assim, o filme também possui as características de muitos filmes de gangsteres de Hollywood das décadas de 40 e 50, em que as estrelas como George Raft sempre aprendiam que voltar para casa é uma proposta complicada para ex-bandidos.

Sunday, April 19, 2020

Abe: Seu Jorge Cooks (Portuguese Translation)

I've been a Seu Jorge fan since covering him at last Sundance, both as an actor in Abe, and as a performer at the ASCAP Music Cafe, so I'm thrilled to be able to post a Portuguese translation of my original film review, courtesy of Angelica Sakurada:

Abe: Seu Jorge cozinha

Se existisse mais cozinha fusion na Conferência de Taba, talvez existisse paz no Oriente Médio. Ou talvez não. Um chefe novato de treze anos tenta aproximar a sua família uma mistura de Israel e Palestina por meio da comida, mas as divergências deles podem ser muito grandes para os seus esforços culinários sanar, apesar da ajuda vinda do Brasil no filme Abe de Fernando Grostein Andrade, que recentemente foi lançado em VOD (video on demand) após o lançamento no Festival de Sundance de 2019.

Abe prefere ser chamado de “Abe”, mas sua família o chama de Abraham, Avraham, Avi ou Ibrahim, depende de qual lado da família está falado. Sua mãe e os pais dela são judeus de Israel, seus avós paternos são muçulmanos da Palestina, e seu pai é um ateu convicto. Como você pode imaginar, os encontros familiares são sempre difíceis. Francamente, eles batem boca tanto, que nunca chegam a apreciar a comida de Abe.

Para um garoto de treze anos, Abe é bom com a culinária básica (ou ele acha que é), mas ele precisa de um pouco de coaching para desenvolver criações mais ambiciosas. Chico Catuaba é o tipo de chefe que ele tem em mente como mentor. O baiano já teve seu próprio restaurante no passado, mas agora vende no bairro do Brooklyn a sua culinária exclusiva fusion brasileira-jamaicana que ele prepara em sua cozinha improvisada. Inicialmente, Chico Catuaba fica com um pé atrás em relação a Abe e com receio de problemas potenciais legais de exploração de menores que Abe pode trazer, mas a sinceridade do garoto acaba o convencendo. Entretanto, Chico Catuaba faz questão que Abe cumpra sua parte primeiro, antes de dar-lhe responsabilidades reais na cozinha.

O filme de Fernando Andrade destaca uma trilha sonora brasileira gostosa e cheia de energia, trazendo o co-protagonista Seu Jorge em duas canções (“Imigrantes” e “Meia Lua Inteira” de Caetano Veloso), Tulipa Ruiz com “Sal e Amor”, e o supervisor musical Jacques Morelenbaum com arranjos solos de violoncelo em “Brigas Nunca Mais” e “Samba de Uma Nota Só”. O som é ótimo e a comida parece deliciosa, então é fácil perdoar o aspecto previsível do roteiro de Lameece Issaq e Jacob Kader. De fato, Fernando Andrade executa de maneira leve o conto culinário em que o garoto vai crescendo, abafando os clichês óbvios e os potenciais desconfortos políticos ao máximo possível. Ao invés disso, ele foca na diversidade e carisma do conjunto dos personagens.

Thursday, March 05, 2020

Bacurau: Não indicado pelo Brasil


If only this film were as good as Angelica Sakurada’s translation. Once again, she has volunteered a Portuguese translation of my Bacurau review as a service to expats and Brazilian readers (original here).

O nordeste brasileiro é uma região sofrida, com uma história de insurreição armada. Se um grupo de elite de caçadores do estilo “Zaroff, O Caçador de Vidas” (Most Dangerous Game) estiver vasculhando o território, eles provavelmente passariam direto por essa região equatorial selvagem. Claro, que o conceito integral de pessoas caçando pessoas já é um clichê barato que vem sendo reciclado constantemente, embora o filme O Alvo (Hard Target) já tenha estabelecido o padrão do conceito no início dos anos 90. Deste vez, os co-diretores-roteiristas Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles tentam reinventar o artifício para retratar ângulos políticos e ideológicos em Bacurau, que estreia nesta sexta-feira em Nova Iorque.

Theresa regressou à Bacurau para o enterro de sua avó, mas decide ficar mais alguns dias para se reconectar com uma antiga paixão, Pacote, uma ex-atirador conhecido, com toda uma fama no YouTube contando as mortes atribuídas a ele. Sinceramente, não é ele que os gringos invasores deveriam temer no local.

Liderado por um misterioso alemão conhecido como Michael, os caçadores gringos (e seus dois cúmplices de São Paulo) conseguiram bloquear todo o sinal GPS e remover a cidadezinha do mapa do Google. A ideia é lentamente ir eliminando os locais um a um. Entretanto, como bons descendentes de rebeldes da tradição de Lampião, os residentes de Bacurau tem habilidades de sobrevivência no seu DNA.


Bacurau
é um pecado da junção do cinema arte e filme de exploração que falha em satisfazer ambos públicos. O filme demora para engrenar, mas pelo menos as belas cenas do enterro ajudam a apresentar a comunidade local e seu lugar no ecossistema brasileiro. Entretanto, quando os gringos aparecem, o filme se reduz a um aspirante a suspense-retrô sórdido, mas os forasteiros são tão dramaticamente ultrapassado, que não existe nenhum suspense sobre os acontecimentos. Ao invés disso, o público vai ficar olhando o celular, esperando pelo final inevitável para finalmente concluir.

Tuesday, March 03, 2020

Lançamento no Brasil: A Hora da Sua Morte [Countdown]


I’m thrilled the wonderful Angelica Sakurada volunteered to translate my review of Countdown (original here), as a public service, while it is in Brazilian theaters. Brazilian horror fans, we have you covered:

Sim, o aplicativo amaldiçoado é o trabalho de forças demoníacas, mas ainda assim não é tão maléfico quanto a empresa Huawei. O aplicativo prevê a hora da morte de quem baixa o aplicativo, mas qualquer tentativa de alterar as profecias torna o aplicativo extremamente raivoso. Aqueles com um pressentimento e que tentam trapacear o destino estão sujeitos a um tormento perturbador no filme A Hora da Sua Morte [Countdown] de Justin Dec, que lançou na semana passada no Brasil (lançado recentemente em DVD aqui nos Estados Unidos).

A vítima inicial reluta em baixar o aplicativo após sucumbir a pressão dos amigos bêbados. Isso nunca é uma boa ideia em filmes de terror. Embora ela recuse a oferta do seu namorado bêbado de uma carona pra casa, ela mesmo assim morre em um acidente esquisito. Esse fato acaba fazendo ele acreditar na sina, porque ele realmente socou o carro na árvore. A enfermeira Quinn Harris tenta conversar com ele racionalmente, mas ele inevitavelmente morre no exato segundo também. Isso acaba a perturbando, porque ela também tem o aplicativo do inferno nesse momento, e que mostra que ela tem somente alguns dias de vida.

Claro que todo mundo está baixando o aplicativo de contagem regressiva, então ela acaba encontrando logo uma pessoa também com pouco tempo para se juntar. Ela e Matt Monroe procuram a salvação em lojas de celulares e na igreja católica. Neste caso, a igreja é de melhor ajuda, mas somente após eles conhecerem um padre fã de cultura pop que aprendeu sozinho tradições demoníacas.

De fato, quando o padre John finalmente aparece é que o filme começa a ficar interessante. Questionável, a primeira parte deriva da franquia Premonição (Final Destination). Entretanto, o a abordagem maluca de P.J. Byrne do personagem do bom padre e suas técnicas intrigantes de exorcismo que elevam o nível do filme e tocam em temas profundos estilo Blatty do bom versus mal.

Thursday, October 17, 2019

Lançamento no Brasil: Morto Não Fala

(Since Nightshifter is currently playing in Brazilian theaters, I'm thrilled to present a Portuguese translation of my review, courtesy of the wonderful Angelica Sakurada. Any judgements you might consider weird or questionable are entirely my own. You can find the original English review here.)


Vocês se lembram quando os personagens de CSI: Miami costumavam falar sobre escutar as estórias que cada cadáver tinha para contar? O Stênio faz isso literalmente. Ele pode se comunicar com o cadáver fresco, como uma pessoa que conversa com cadáveres. Infelizmente, quando ele abusa desse poder, isso acaba levando a todo um problema sobrenatural enorme no filme Morto Não Fala de Dennison Ramalho, que estreia dia 10 de Outubro no Brasil (lançando on-demand nos Estados Unidos).

Stênio trabalha a noite lavando corpos no IML, e volta para casa para encontrar sua mulher infiel Odete e que nem liga pra ele. Seu filho mal educado também não está nem aí pra ele. Somente sua filha Ciça de uns oito anos fica sempre feliz em vê-lo. Felizmente, ele tem um monte de pessoas mortas para conversar.

Obviamente, Stênio tem uma vantagem em relação à identificar corpos e determinar a causa da morte. Ele é sempre respeitoso com a maneira que usa sua habilidade nada normal de comunicação, até o dia fatídico em que ele descobre a traição da Odete com o vizinho rival. Utilizando-se de informação privilegiada confidenciada por um traficante favelado morto, Stênio convence o irmão do favelado que o amante da Odete foi o responsável pela morte do traficante. Entretanto, seus planos saem pela culatra quando o bando de traficantes acaba matando também a Odete. Ela fica possessa com o seu assassinato, como ela explica para o Stênio de maneira bem direta. De fato, ela vai assombrar o assistente de legista pacato, possivelmente se vingando através de seus filhos.

A adaptação do texto de Marco de Castro por Ramalho e a co-redatora Claudia Jovin é sombria e melancólica, com um estilo não diferente de outros filmes de terror brasileiros lançados recentemente, como A Sombra do Pai e Trabalhar Cansa, mas Morto Não Fala mostra o gênero de modo mais direto e energético. Há alguns elemento de O Grito (The Grudge) e O Sexto Sentido (The Sixth Sense) aqui, mas os detalhes da periferia de São Paulo diferencia este filme de outros similares do gênero. Ironicamente, algumas cenas grotescas do filme não vem do próprio terror em si, mas sim do trabalho diário do Stênio no necrotério.

Monday, August 05, 2019

Fantasia 2019: A Sombra do Pai (In Brazilian Portuguese)

(Since Fantasia is a truly international festival, we're proud to present a Portuguese translation of the J.B. Spins review of the Brazilian film The Father's Shadow, courtesy of Angelica Sakurada. For Brazilian readers, anything that sounds weird below came from the original review, not the translation.)

Rituais exotéricos são coisas que as crianças crescem convivendo? Não pergunte isso aos fãs de filmes de terror. De qualquer modo, a afinidade por magia que Dalva de nove anos possui e suas motivações para a prática não vão desaparecer tão cedo. Consertar sua família vai custar medidas extremas, mas ela está disposta a encarar o risco de abrir a caixa de pandora no filme A Sombra do Pai de Gabriela Amaral Almeida, que venceu o prêmio de melhor atriz e menção especial do júri do Festival Internacional de Cinema Fantasia 2019.

A jovem Dalva não está nem perto de ter superado a morte repentina de sua mãe, mas ainda assim ela está em melhor situação que seu pai Jorge. Ele basicamente se fechou emocionalmente, trabalhando mecanicamente em uma construção em São Paulo e quase sem motivação para fazer nada em casa. Ao contrário, Dalva se dedica às lições de magia branca de sua tia Cristina e as aplica para os seus colegas de escola. Talvez não tenha sido uma boa ideia, mas pelo menos ela pratica o social.

Infelizmente, quando Cristina finalmente tem seus sonhos realizados e fica noiva de um salafrário, ela deixa Dalva totalmente aos pobres cuidados do seu pai. Pior, seu pai desiste ainda mais de si mesmo quando seu melhor amigo de trabalho é demitido e logo em seguida morre em um acidente que pode muito bem ter sido suicídio. Jorge somente mostra alguma reação quando proíbe Dalva de praticar uma magia misteriosa, o que afasta ainda mais os dois.

A Sombra do Pai representa uma mudança radical de estilo após o sangrento primeiro filme de Gabriela Almeida, O Animal Cordial. Ainda há uma acentuada consciência social, mas isso é demostrado de modo radicalmente diferente. O ambiente em que Dalva vive é de uma extrema pobreza e seu pai é um mero trabalhador de baixa renda, mas essa é a única realidade que ela conhece e parece tão natural quanto o ar que ela respira.

Para os padrões cinematográficos, A Sombra do Pai tem um apelo sensorial fora do comum. Você pode praticamente sentir o calor do maçarico da construção e sentir o cheiro da terra quando a mãe de Dalva é exumada para que os ossos sejam guardados em uma gaveta (por falar em mau karma) no início do filme. Entretanto, muitos dos elementos de filme de terror não estão totalmente e consistentemente desenvolvidos, como o homem sombrio da fundição que assombra o Jorge, que por vezes parece ser uma personificação simbólica de sua culpa, mas que em outros momentos ele poderia ter saído de um filme antigo desses de psicopata.

Francamente, é difícil decidir o que achar de A Sombra do Pai, porque o filme sofre com a sua própria crise de identidade. Ainda assim, pode-se dizer que a jovem Nina Medeiros vai impressionar a todos como Dalva. Uma performance sinistra e ambígua, mas sua dor e vulnerabilidade são sempre fácil de sentir. Ninguém vai questionar o prêmio de melhor atriz que ela levou no Festival Fantasia deste ano, como a Anna Paquin do terror brasileiro.

Questionável, A Sombra do Pai mostra uma tendência de terror-arte no Brasil, do mesmo modo que As Boas Maneiras de Marco Dutra e Juliana Rojas, mas este filme anterior de lobisomen foi mais além e no final mais satisfatório em termos de terror. Ambas Nina Medeiros e Gabriela Amaral mostram uma facilidade em lidar com uma larga escala de emoções extremas, mas este filme será mais fácil de ser lembrado como uma etapa no desenvolvimento de suas carreiras do que um marco a ser relembrado de tempos em tempos. Então, parabéns a Nina Medeiros. Este é um filme a ser respeitado, mas Animal Cordial foi muito mais divertido. Recomendado para quem curte assistir terror com uma dose forte de realismo social, A Sombra do Pai ainda deverá ter um longo período de exibição após o lançamento no mercado norte-americano no Fantasia deste ano.